quinta-feira, 8 de junho de 2017

Trabalhando em couro- Preliminares para o uso do couro


Ao artesanato de uso campeiro, na base do couro cru, dá-se o nome, de modo geral, de trabalho em "corda". "Guasqueiro" é o apelido pelo qual é conhecido o homem do campo que se dedica a esse tipo de artesanato.

São variados os "pertences" de uso campeiro, confeccionados em couro cru. Destacam-se, entre outros, as "cordas" trançadas (rédeas, laços, cabrestos, etc.) — feitos de couro vacum — e os "corredores" (revestimentos — feitos de couro cavalar). Além dos couros vacum e cavalar, são também utilizados: o couro de cabra ("chibo"), para tranças delicadas; a pele de enguia ("muçum"), para revestimento de pequenos objetos. Até bem pouco tempo, utilizavam-se, no artesanato dessa natureza, o couro de capivara ("capincho"), para "cordas" torcidas; o couro de veado para pequenas tranças e revestimentos e o couro de lagarto para forro de boleadeiras. Hoje, por razões de ordem ecológica, essa prática acabou sendo abandonada.


A Coureada

Diz-se "courear" ao ato de despegar o couro do animal morto. Para fins de artesanato, um couro deve ser o mais limpo possível, livre de gordura, resíduos de carne e coágulos de sangue. Alguns "guasqueiros" observam a fase da lua, para efeitos de coureada (lua minguante). É crença, mais ou menos generalizada, que o couro obtido na lua nova torna-se quebradiço e de pouca resistência. Outros preferem "courear" quando se inicia o processo de putrefação (caso de animais mortos no campo), tão logo o animal comece a inchar. Entendem que, dessa forma, facilita-se a posterior depilação do couro.

Estaqueamento

O rendimento de um couro depende em grande parte do modo de estaqueamento. Um bom estaqueamento deve preencher certos requisitos, tais como:
a — O couro estaqueado deve estar limpo, livre de gordura, resíduos de carne e coágulos de sangue;
b — No verão, o estaqueamento deve ser feito com sol indireto; a ação direta dos raios solares sobre o couro torna-o quebradiço e ressequido;
c — O couro deve ser estaqueado com o carnal para cima;
d — O estaqueamento feito sobre uma parede de madeira, com o uso de pregos, é o mais indicado; nesse caso, a parte do couro correspondente à cabeça do animal deve ficar para baixo;
e _ Se o estaqueamento for feito sobre o chão, convém que o seja em terreno inclinado (a parte do couro correspondente à cabeça, para baixo}.

Faz-se um corte, no "fio do lombo" (da parte traseira até o meio do couro). A seguir estaqueia-se numa parede e costura-se depois essa parte cortada com um tento forte, procurando aproximar-se o mais possível a parte cortada. Quando seco, nesse processo, o couro apresenta uma maior uniformidade, quanto à espessura, nessa região.

quarta-feira, 7 de junho de 2017

Oportunidade para consultores em patrimônio cultural





O Ministério da Cultura (MinC), em parceria com a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), abre, nesta quarta-feira (8), convocatória para seleção de consultor especializado para desenvolver trabalho técnico para subsidiar a candidatura dos Centros de Tradições Gaúchas (CTGs) ao Registro de Melhores Práticas de Salvaguarda da Convenção da Unesco para a Salvaguarda do Patrimônio Cultural Imaterial.

O consultor deverá ter graduação em antropologia, história ou ciências sociais e especialização nas áreas de preservação e/ou gestão do patrimônio cultural, preferencialmente de natureza imaterial. Interessados deverão comprovar o domínio de um dos dois idiomas de trabalho da Unesco (inglês ou francês) e experiência profissional de, no mínimo, dois anos em temas relacionados à preservação e/ou gestão do patrimônio cultural, de preferência de natureza imaterial. Experiência em políticas culturais e/ou em projetos relacionados à cultura gaúcha também serão avaliados positivamente.

Mais informações sobre a consultoria e os produtos a serem desenvolvidos estarão disponíveis no site da Representação da Unesco no Brasil a partir do dia 8 de junho. Interessados deverão acessar o edital nº 01/2017, relativo ao Projeto 914BRZ4013, que estará disponível neste link. O prazo para envio de currículos é até 14 de junho, quando terá início o processo de seleção, por meio de análise de currículos (eliminatório) e entrevistas (classificatório).

O consultor contratado deverá entregar os produtos de acordo com os prazos previstos no cronograma, constante do contrato a ser firmado, devendo o último produto ser apresentado até o fim de dezembro deste ano. Tanto o requerimento quanto o dossiê da candidatura no âmbito da Convenção de 2003, na qualidade de produtos a serem desenvolvidos pelo consultor, estarão sujeitos à avaliação e à aprovação das instâncias nacionais competentes.

Assessoria de Comunicação
Ministério da Cultura


segunda-feira, 5 de junho de 2017

Nota de Esclarecimento e Repúdio do MTG


O Movimento Tradicionalista Gaúcho vem por meio desta esclarecer e repudiar um boato tornado público e que não condiz com a realidade, verdade e postura desta instituição em relação ao Acampamento Farroupilha 2017 – a de que não queremos a participação da Prefeitura Municipal de Porto Alegre na organização do evento.
Em nenhum momento partiu desta presidência qualquer manifestação de não compartilhar da organização do evento com a Prefeitura de Porto Alegre. Ao longo da história desta instituição sempre foi fundamental a participação da Gestão Pública, afinal este é um evento da cidade de Porto Alegre, da população, de todos.
Somos fiéis a nossos princípios de colaborar e contribuir com a gestão pública, sempre emparceirados. Alguns interesses contrários ao coletivo, mas usando em nome deste, implantaram esse boato maldoso, falso e mentiroso. Foi implantado por quem não tem interesse na construção, verdadeira e comprometida, do Acampamento Farroupilha.
Como é do conhecimento de todos que acompanham os fatos, o diálogo com a Administração Municipal para a realização do Acampamento Farroupilha 2017 não é de agora. Esse é um trabalho que nem poderia ser tratado somente em junho, dado o tamanho do Acampamento e toda logística que envolve sua realização. Desde o início do ano estamos realizando várias reuniões com o Prefeito Marchezan e em diversas secretarias, portanto todos são sabedores da posição do MTG de ser parceira do Estado na busca de soluções para seus problemas, e que neste caso específico se manifesta em abrir mão do aporte de recursos financeiros públicos para a realização do evento mas que em nenhum momento significa não ter a prefeitura como organizadora.
Já no começo do ano tomamos o conhecimento e o entendimento da Prefeitura quanto dificuldades para aporte de verbas para realização de eventos, o que, confessamos, não nos causou surpresa, considerando que os valores prometidos pela Administração Municipal inclusive com a assinatura de convênio já em 2016 não foi foram pagos, forçando uma postura mais austera e propositiva do MTG na captação de recursos para fazer frente aos compromissos assumidos.
O MTG vem trabalhado desde janeiro para construção do Acampamento Farroupilha 2017, fazendo projetos de captação através de leis de incentivo, captação direta com empresas, organização na venda de espaços, ou seja, na estruturação do evento, tudo com o conhecimento, participação e anuência da Prefeitura, num trabalho que exigiu contato constante e inclusive reuniões com a Administração Municipal.
Portanto, somos uma entidade agregadora, organizadora e eterna parceira do poder público na construção do bem coletivo e queremos a participação da Prefeitura Municipal de Porto Alegre como organizadora do Acampamento Farroupilha 2017. Esta é posição oficial do MTG. Não criamos boatos. Nós arregaçamos as mangas e trabalhamos arduamente, realizamos!
Nairo Callegaro
Presidente do MTG
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Sandra Veroneze
Assessoria de Imprensa MTG

domingo, 4 de junho de 2017

Entidades tradicionalistas divergem sobre modelo de gestão do Acampamento Farroupilha



Tema foi alvo de debate na tarde deste sábado: enquanto o MTG pleiteia a coordenação exclusiva, a Acamparh pede a permanência da prefeitura

Por: Carlos Rollsing
Tradicional evento cultural do Rio Grande do Sul, o Acampamento Farroupilha poderá deixar de contar com a participação da prefeitura de Porto Alegre na gerência dos festejos que se estendem durante todo o mês de setembro no Parque Maurício Sirotsky Sobrinho.
Há uma divergência entre entidades que precisa ser resolvida: enquanto o Movimento Tradicionalista Gaúcho (MTG) pleiteia a exclusividade na organização, a Associação dos Acampados da Estância do Harmonia (Acamparh) considera a saída do poder público da linha de frente um retrocesso.

Pelo menos 100 adeptos do gauchismo se reuniram na tarde deste sábado (3) na Câmara de Vereadores, no Plenário Otávio Rocha, para discutir a construção da estrutura do acampamento, dos galpões, dos palcos, o sistema de portarias, o regulamento e a agenda artística, incluindo shows e desfiles. Até o momento, o indicativo é de que as decisões e execuções de tarefas caberão ao MTG, que já trabalha na coordenação, mas outras entidades esperam contar com a reinserção do município na direção. Nos debates realizados, a prefeitura assegurou que irá disponibilizar serviços de limpeza do parque, distribuição de água e segurança com a Guarda Municipal.

— A prefeitura tem nos dito não ter condições e que quer deixar com o MTG. É mais fácil entregar e lavar as mãos. Nós entendemos que o poder público deve ser gestor e que ele não pode sair de um evento por onde passam 1,3 milhão de pessoas. É uma atividade pública tão grande que não pode ser monopolizada por um ou outro grupo — critica Ademir Machado Moraes, presidente da Acamparh, que promoveu o debate deste sábado.

Os tradicionalistas terão reunião com o secretário municipal da Cultura, Luciano Alabarse, na próxima quarta-feira, para debater o futuro do Acampamento Farroupilha.
— Estamos negociando com eles, é uma situação que não está definida. O MTG pediu ao prefeito formalmente que eles fossem os proponentes e únicos organizadores do evento. Vamos tentar uma conciliação, mas não é da prefeitura essa disputa. É um olhar diferente entre o MTG e a Acamparh. Já ouvi os dois em separado e, agora, vamos conversar conjuntamente para decidir o que for melhor para o acampamento — diz Alabarse.

Presidente do MTG, Nairioli Callegaro acredita que "pequenos ajustes irão acontecer com naturalidade" antes da assinatura do acordo de organização da festa com a prefeitura.
— O que nós queremos é um convênio tendo o MTG como gestor, mas a prefeitura continua parceira. O acampamento só acontece com o apoio do poder público. Essa questão de excluir a prefeitura não existe — afirma Callegaro.

Os tradicionalistas experimentaram certa independência desde 2016, primeiro ano em que não houve investimento de verba pública — no papel, o repasse estava previsto, mas ele não aconteceu por falta de caixa. Antes disso, o município destinava cerca de R$ 300 mil ao ano, montante que garantia o sistema de rede elétrica e de iluminação do parque. Na edição de 2017, o governo Marchezan avisou que não aplicará dinheiro da prefeitura no Acampamento Farroupilha ou em qualquer outro evento cultural.

Um mês de acampamento custará R$ 1,8 milhão, informa Moraes, da Acamparh. O MTG captou 70% do valor com patrocínios diretos de empresas e recursos via leis de Incentivo à Cultura (LIC) e Rouanet. Mas ainda falta pouco mais de R$ 500 mil a serem arrecadados pela organização.
— O evento sai de qualquer maneira. Se não buscarmos o que falta, algumas coisas terão de ser reduzidas — assegura Moraes.

As entidades afirmam que não há atrito com a prefeitura pela retirada da ajuda financeira. Os tradicionalistas dizem compreender o momento de crise, aceitando os serviços garantidos de segurança, água e limpeza.

— O MTG já vinha se precavendo e vai organizar sem aporte de dinheiro público. Todos sabemos das dificuldades, mas a prefeitura ainda tem a estrutura, o parque, as secretarias que podem aportar serviços. Todo o restante, como locações, convênios, contratações e programação cultural, já está praticamente pronto. O MTG está trabalhando nisso desde janeiro — diz Callegaro.
Alabarse alerta que o meio cultural terá de se adaptar.

— É um novo modelo de gestão. Temos de entender definitivamente que há um modelo esgotado de olhar para a prefeitura e achar que a verba é ilimitada. Não queremos exterminar com o calendário de eventos, mas as associações precisam entender que os recursos ficam a cargo delas. Não há nenhum motivo de conflito entre o MTG e a prefeitura. Em todas as reuniões, a primeira coisa que eles falaram foi que não estavam pedindo recursos orçamentários — disse o secretário. 

sexta-feira, 2 de junho de 2017

I PALESTRA SOBRE A INDUMENTÁRIA GAÚCHA

Via Diego Müller  - face

(com a Exposição - "Paixão Côrtes: 90 anos")
Palestrante: Marina Monteiro Paixão Côrtes
Participações especiais: João Carlos Paixão Côrtes e Sandro Arruda
Domingo, dia 30 de julho de 2017
No CTG Brazão do Rio Grande - Canoas/RS
Rua Men de Sá, 561 - Bairro N. S. das Graças
Contribuição cultural: R$30,00 (Almoço por adesão no local)
A palestra trará ao público uma visão informativa de como se vestiam nossos peões e nossas damas da campanha Rio-Grandense através dos tempo, partindo do panorama universal das modas e do bem vestir, sob as óticas bibliograficas publicadas por João Carlos Paixão Côrtes e sua esposa, Dona Marina Monteiro Paixão Côrtes. Alertara-se também para visões históricas erroneas, quanto à uniformizações de modelos, pentados, maquiagens, tecidos e cores no trajar moderno, sob a falsa idéia de preservação dos nossos usos e costumes, balizados somente na plástica do espetáculo artístico, assim como modelos não compativeis ao corpo e cores não condizentes com a pele.
Em desfile e slides, serão demonstradas peça por peça, seriamente fundamentadas nas obras: "Vestimenta do gaúcho" (1961), "Pesquisa sobre a indumentária da chinóca do século passado" (1963), "Adornos de bombachas" (1964), "Arrastando espora" (1964), "O traje de passeio da prenda de antanho" (1964), "Artes e trajes regionais" (1965), "Do poncho ao pala" (1966), "Gaúchos de faca na bota" (1966), "As facas marca Coqueiro" (1967), "Sobre a indumentária gauchescas" (1969), "O Gaúcho - danças, trajes e artesanato" (1978), "Duas épocas na vestimenta do gaúcho" (1987), "Ponto e pesponto da vestimenta da prenda" 1998), "A moda - alinhavos e chuleios" (2000), "Danças birivas do tropeirismo gaúcho" (2000), todas de João Carlos Paixão Côrtes.
Programa: A indumentária masculina, biriva e feminina, peça por peça, da cabeça aos pés. Acessórios e adornos. Tecidos, cores e moldes. O trajar feminino. O traje feminino de inverno.
Documentário: Análise e desfile ao vivo de peças folclóricas, originais e raras. Projeção se slides e imagens de desfiles e pesquisas "in loco", investigadas em museus da Espanha, Portugal, Açores, Inglaterra, Escócia, França, Argentina, Brasil e Rio Grande do Sul.
Considerações sobre peças: Marina Paixão Côrtes e Sandro Arruda
Produção e auxílio nas peças e desfiles: CTG Brazão do Rio Grande
Apoio cultural: Prefeitura municipal de Canoas/RS, MTG/RS e FEGADAN 2017
*Obs.: Por motivos de direitos de imagem e direito autorais das peças e palestrantes, será proibida a reprodução sonora, fotográfica e audiovual da palestra.
Programação:
Cadastramento das 8:30h as 9:00h
09:00h - Sessão de abertura
09:30h - Incumentária masculina - Com Sandro Arruda
12:00h - Almoço
14:00h Indumentária feminina - Com Marina Paixão Côrtes
17:30h - Apresentações de encerramento
18:00h - Encerramento
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HOTÉIS EM CANOAS:
Hotel Ibis - R. Mathias Velho, 235 - Centro (51)3507-2177
Hotel Metropolitan - R. Domingos Martins, 110 - Centro (51)3052-3444
Canoas Parque hotel - Av. Getúlio Vargas, 7421 - Centro (51)3052-2400
Hotel Express Canoas - Av. Getúlio Vargas, 5075 - Centro, Canoas - RS (51)3032-8282
Hotel Castel - R. das Acácias, 50 - Igara, Canoas (51)3477-1777
Hotel Sulmaré - Av. Getúlio Vargas, 6271 - Centro (51)3477-7645
Hotel Ville house - R. Lopes Trovão, 20 - São Luís (51)3785-4903
Hotel Praça do avião - Av. Getúlio Vargas, 5085 - Centro (51)3429-4050

quinta-feira, 1 de junho de 2017

COMUNICADO ESPECIAL AOS ACAMPADOS DO ACAMPAMENTO FARROUPILHA 2017


O presidente do Movimento Tradicionalista Gaúcho, Nairo Callegaro, informa com alegria às entidades tradicionalistas que pretendem acampar no Acampamento Farroupilha deste ano que em breve será aberto o período de inscrições. A despeito de boatos que circularam recentemente acerca de novas exigências para participar, o presidente informa que o trâmite seguirá exatamente as normas e procedimentos dos anos anteriores. O calendário do evento, que está em fase adiantada de organização e planejamento, deverá será divulgado em breve. Segundo Callegaro, dúvidas que por ventura surgirem podem ser esclarecidas diretamente no MTG.

Meus jovens, façam acontecer. O momento é de vocês



Ao fecharmos as portas do mês de maio, encerramos um dos ciclos mais importantes do MTG. Passamos Abril e Maio, meses em que nossa juventude está em evidência, no Entrevero Cultural de Peões e na Ciranda Cultural de Prendas, eventos onde reforçamos a importância de nossos jovens na construção de novas alternativas e renovamos esperanças no surgimento de lideranças capazes de continuarem a caminhada iniciada no ano de 1947 por jovens que deram um grito na direção da valorização de nossa identidade.

Aos peões e prendas que trabalham nas bases do Movimento, em suas entidades, regiões, estudando, pesquisando, trabalhando no fortalecimento destes valores que norteiam esta caminhada, agradecemos imensamente o esforço e dedicação pessoal de cada um. É necessário que tenhamos o entendimento e percepção do momento que estamos passando e vivendo em nosso Movimento.

A sociedade sinaliza com questões que devem ser encaradas e compreendidas por todos. Este período de transição é inerente ao nosso convívio social, entidades, federações e associações, até mesmo em setores públicos. Devemos ter a humildade e a grandeza para prepararmos efetivamente novos líderes em um novo tempo, com novas propostas e conceitos capazes de fortalecer nossos posicionamentos, sem ferir ou mudar nossos valores fundamentais.

A sociedade pede, necessita, clama por líderes capazes de compreender estes processos, um processo coletivo de valorização de todos, como nos princípios do Movimento. Tenho esta clareza e convicção, aprendi desta forma, tive a oportunidade de conviver dentro do Movimento Organizado nos últimos 40 anos e vejo hoje a necessidade desta retomada. Participei quando criança, adolescente, jovem e adulto como dirigente de entidade, de coordenadoria regional e agora na direção MTG. Percebo e tenho convicção de que esta renovação e retomada passam, sim, pelos jovens, desde que estes tenham o conhecimento da trajetória e construção de nossa federação.

O Movimento revigora-se quando oportuniza a estes uma participação construtiva, sem medos, sem receios, mas com a vontade, a coragem e o desejo de que pode ser feito. Faço a leitura no brilho dos olhos, nos sentimentos que palpitam em cada coração, nos projetos que nascem em cada mente desta gurizada, estes sonhos de uma sociedade mais justa e contemplativa a todos. Sei que vocês não têm o poder de decisão em muitos momentos, mas têm a capacidade de mobilização que é inerente ao jovem, a capacidade de resignar-se e fazerem o contraditório. Devem começar a abrir as mentes, pensar por vocês, pelos sonhos de cada um e que tornem, estes, em sonhos coletivos capazes de construir uma sociedade mais igualitária, honesta e ética.

Esta nova geração dos 50 anos é responsável por este período de transição, com o discernimento de mesclar com a experiência e sabedoria de todos. São entendimentos necessários, para que possamos conviver em “santa Paz”, como diz nosso hino, na convivência das gerações, sem que ocorra a anulação de qualquer um neste processo.

Meus jovens, façam acontecer. O momento é de vocês. A hora é esta, vamos juntos estabelecer uma nova relação. Baseado e alicerçado em muitos depoimentos que trazem à direção do movimento, entendo e percebo, concluindo que devem fazer valer estas vontades. Parabéns pela trajetória de vocês e um forte abraço.

Nairo Callegaro
Presidente do MTG