sexta-feira, 2 de outubro de 2015

Novas regras de financiamento do Pró-Cultura RS serão tema de audiência pública


Encontro acontece no dia 8 de outubro, às 14h, no auditório do Centro Administro Fernando Ferrari
audiencia publica
A Secretaria de Estado da Cultura realiza, no próximo dia 8 de outubro, uma audiência pública para debater as novas regras para o  Sistema Estadual Unificado de Apoio e Fomento às Atividades Culturais (Pró-Cultura RS). O evento acontece às 14h, no auditório do Centro Administrativo Fernando Ferrari (avenida Borges de Medeiros, 1501 – Térreo – Centro de Porto Alegre).
"Queremos fazer uma discussão ampla e transparente sobre as novas regras de financiamento do Pró-Cultura. O Rio Grande do Sul é um estado de múltiplos talentos e da diversidade cultural, e os recursos do Pró-Cultura devem chegar a todos", explica o secretário-adjunto de Estado da Cultura André Kryszczun e presidente da comissão bipartite, criada para debater o tema.
A comissão é composta por quatro representantes da (Sedac) e outros quatro do CEC:
Sedac – André Kryszczun (secretário-adjunto), Erica Lewis (diretora de Economia da Cultura), Rafal Bale (coordenador do Pró-Cultura RS) e Leoveral Golzer (diretor de Cidadania e Diversidade Cultural);
CEC – Dael Prestes Rodrigues, Adriana Donato, Maria Silveira Marques e Marco Aurélio Alves.

"Tudo por um sonho" - DTG Lenço Colorado


VIA BLOG  ROGERIO BASTOS

BLOG da Lili reativado, com trabalho da faculdade -
Jovens abdicam de vida social para participar do maior festival de dança amadora da América Latina

Fim de noite e, enquanto milhares de jovens saem das faculdades da capital com destino as suas casas, outros tantos seguem um caminho diferente: O CTG.

São 23 horas e 12 pares se preparam para mais um ensaio. O objetivo é conquistar a classificação para a grande final do ENART – Encontro de Arte e Tradição – que acontece anualmente em Santa Cruz do Sul, no centro do estado, em meados de novembro.
Na construção deste sonho, os dançarinos do DTG – Departamento de Tradições Gaúchas – Lenço Colorado abrem mão de momentos em família, de compromissos sociais, dos amigos e, em alguns casos, até mesmo dos relacionamentos.
Reunidos no centro do palco, os jovens traçam metas e sonham com o domingo da final. Foram muitos desafios. A primeira etapa foi vencida com suor e lágrimas na fase regional. Na inter-regional, ocorrida no último final de semana em Venâncio Aires, a disputa foi ainda mais acirrada. "Dançamos com outros 22 grupos que almejavam essa vaga, somente 10 passaram. Em cada fase precisamos fazer nosso melhor. Esse é o nosso espírito colorado. Quando ninguém mais acredita, vamos lá e colocamos nossa alma e coração", afirmou o instrutor da invernada, Rinaldo Souto.
Começa o ensaio. No galpão, localizado junto ao Parque Gigante do Sport Club Internacional, o tablado ecoa os sapateios e sarandeios dos dançarinos enquanto o grupo musical canta o levante – introdução da dança - de uma tirana. Antes das 2 horas da manhã, ninguém descansa.

A temática da apresentação

Em cada edição do festival, um novo espetáculo temático é apresentado. Em 2013, uma das coreografias mais marcantes do DTG Lenço Colorado foi encenada. O grupo abordou o viés histórico das "mulheres guerreiras". Estancieiras, criadas e escravas que, pelas necessidades impostas pela guerra, aprenderam a empunhar armas na defesa de seu lar, enquanto os homens lutavam no decênio farroupilha. A pesquisa foi de Rogério Bastos e a coreografia de Robson Cavalheiro. A musica de Sonia Mara e João Lucas Cirne.
Com o passaporte carimbado para a semifinal, o grupo já trabalha na construção de um novo tema, mantido em segredo até a pré-estreia. "Já estamos com a pesquisa em mãos e esse ano pretendemos inovar. Vamos promover "spoilers" usando as redes sociais. Uma dica aqui, outra lá e os fãs do Lenço vão construir nosso enredo ainda antes de estrearmos", contou Franciele Guterres Santin Haubold, coordenadora da invernada adulta.

Assim como o contexto da coreografia, os trajes típicos também sofrem uma minuciosa pesquisa e retratam a época e a classe social que os dançarinos representam. Conforme Rinaldo, nenhum elemento é inserido na coreografia ou indumentária ao acaso. "Tudo precisa ser estudado para que não haja descontos na hora da apresentação. O tipo de tecido, as cores, os acessórios, a pilcha da prenda e do peão precisam ser condizentes com o que estamos coreografando na pista. Por isso, uma extensa pesquisa sobre o tema e os trajes é entregue à comissão avaliadora", relatou o instrutor.
O investimento financeiro também é alto. De acordo com Liliane Poitevin Sales, agregada das pilchas – responsável pelas finanças do grupo – cada traje pode custar mais de mil reais. "Nosso grupo se caracteriza pelo perfil de estancieiros. Em nossas coreografias resgatamos a história da nobreza gaúcha, por isso, nossas pilchas usam tecidos finos e muitos acessórios, o que acaba onerando o preço final", disse a agregada. A composição dos figurinos conta com vestidos, sapatilhas, anáguas – saia de armação, joias, botas, casacos, lenços, palas, ceroulas de crivo e bragas – espécie de calção de veludo até a altura dos joelhos e usado sobre as ceroulas que deixam os crivos (bordados) à mostra – elaborados conforme a temática da apresentação, mas com um detalhe: assim como a coreografia, os trajes não serão repetidos no ano seguinte.

Tradição em família

Abre a gaita e já nos primeiros acordes a pequena Bibiana Hikari Andrade Niiho, prenda mini-mirim da entidade, abre a saia rodada e começa a sarandear. Ela tem apenas 5 anos e cresceu dentro do galpão. A mãe Laurelisa Andrade e o pai Kazuhico Niiho, dançavam na invernada até 2014. Hoje, a pequena acompanha a dinda Carlisa Andrade, que apesar da ruptura em um tendão do pé direito por causa da dança, só aguarda a liberação do médico para voltar ao tablado.

O tradicionalismo está no sangue e no nome. Apesar da origem oriental – o pai é descendente de japoneses – a menina foi batizada de Bibiana, referência à personagem do livro "O tempo e o Vento" de Érico Veríssimo. Apaixonada pelas danças, Bibiana conhece, uma a uma, as coreografias do grupo e imita, do lado de fora do tablado, os passos das dançarinas.

Vestida de prenda com um dos modelos da invernada, especialmente feito para ela, e ostentando a faixa de Bonequinha do DTG, Mirella de Oliveira Souza, de apenas 3 anos, acompanha a mãe nos ensaios. Filha de Cristina de Oliveira Gonçalves, que participa do grupo desde 2004, e Leandro Souza, a menina praticamente nasceu no Lenço Colorado.

Outro caso de tradição em família é o da pequena Giovanna Laroca Melo do Nascimento, de 5 meses. Os pais, Gisele Laroca da Silva e Dobrasil Renato Melo do Nascimeto não dançam, mas como patrões da entidade, acompanham todos os ensaios. "É bonito de ver. Temos várias crianças que vem com os pais nos ensaios e a Giovanna adora. Basta começar a música e ela já bate as mãozinhas", contou a mãe.

Liliane vai além na sua relação com a invernada. Ela conta que os filhos não dançam mais, mas mesmo assim, continua trabalhando em prol do grupo. "Sinto como se eu tivesse uma missão junto ao Lenço e a esses jovens. Quando eu cheguei, eles eram todos adolescentes. Hoje são adultos, cada um com sua vida, mas com um sonho em comum. Um sonho que eu sonho com eles a cada ano. Não é fácil. Temos imensas dificuldades financeiras e pessoais, brigamos, discutimos e nos arrependemos, mas o bom de estar aqui é que, juntos, formamos uma família. A família Lenço Colorado".

Um amor para toda a vida

Juciandro de Oliveira, 42 anos, é casado com Fabiana Grassi, a quem conheceu dançando em invernada e com quem divide os tablados nos rodeios e festivais. O vendedor, que dança há mais de 25 anos, já passou por CTGs como o extinto Estância Farroupilha, pelo CTG Lanceiros da Zona Sul e hoje, aposta no Departamento de Tradições Gaúchas do Sport Club Internacional, o Lenço Colorado.

Depois de um quarto de século de dedicação à dança, Juciandro e Fabiana decidiram que era chegado o momento de largar o grupo. Ensaios longos que adentravam madrugada, compromissos profissionais e principalmente pouco tempo para o filho foram fatores determinantes na decisão. Mesmo quando o pequeno Gustavo, 10 anos, os acompanhava nos ensaios e rodeios, faltava o momento lúdico das brincadeiras. Percebiam a infância do filho de esvaindo nas veias do tempo sem aproveitá-la. Decisão tomada, comunicaram os demais integrantes da invernada que estavam se "aposentando".

Entretanto, a coceira nos pés não deixou o casal sossegado. Pouco mais de um mês depois da saída, resolveram, por curiosidade, assistir a um dos ensaios de preparação para a inter-regional. A paixão falou mais alto. O coração bateu mais forte e como sempre, unidos, decidiram retornar. "Não resistimos. Isso é uma cachaça, vicia. Vi o grupo e pensei... Vou dançar só mais esse ENART", conta Juciandro. De "só mais esse", Juciandro e Fabiana seguem colocando nas apresentações, toda a experiência e amor pela dança gaúcha, acumulados ao longo de quase uma vida.

Classificados para a grande final em Santa Cruz do Sul, Juciandro e Fabi são só sorrisos. Unidos em todos os momentos, de crise ou alegria, o casal comemora a conquista e afirma que para a felicidade ser completa só falta ficar entre os 5. "Daí, danço mais uns 5 ENART's", afirmou Juciandro. O DTG Lenço Colorado torce por isso!

Divulgadas primeiras indicações ao Prêmio Açorianos de Música

 
Com o trabalho "Sul", Luiz Marenco e Sérgio Carvalho Pereira concorrem a melhor álbum nativista
Foto: Divulgação

Cerimônia vai acontecer no dia 1º de dezembro, no Auditório Araújo Vianna

A Coordenação de Música da Secretaria Municipal da Cultura divulgou nesta sexta-feira a lista com os indicados ao Prêmio Açorianos de Música na categoria álbum. A modalidade é dividida nos gêneros Pop, MPB, Regional, Instrumental e Erudito, que, por sua vez, trazem as subdivisões de melhor álbum, melhor compositor, melhor intérprete e melhor instrumentista.

Maior premiação de música do Estado, o Açorianos contempla discos lançados em 2014 e no primeiro semestre deste ano. No gênero Pop, destaque para o trio Dingo Bells, que concorrem com o álbum de estreia "Maravilhas da Vida Moderna" como melhor compositor; Esteban, com o disco "Saca la Muerte de tu Vida" na mesma disputa e também em melhor álbum; e Ian Ramil, que concorre ao troféu de melhor intérprete pelo CD "IAN".

Luiz Carlos Borges ("Ao Vivo - 50 Anos"); Marco Aurélio Vasconcellos, Martim César, Paulo Timm e Alessandro Gonçalves ("Paisagem Interior"); Luiz Marenco e Sérgio Carvalho Pereira ("Sul"), Mauro Moraes ("Com o Violão na Garupa") e Zé Renato Daudt ("À Sombra de um Cinamomo") se enfrentam para conquistar o troféu de melhor álbum nativista. Com a produção "Janelas ao Sul", Luciano Maia é finalista em todas as subcategorias do instrumental. Quem também concorre a todas os prêmios do gênero são Rafael Ferrari, com "Bandolim Campeiro" e Marmota Jazz, com "Prospecto".

O destaque na categoria MPB fica por conta de Antonio Villeroy, que concorre a melhor compositor, melhor intérprete e melhor álbum com o trabalho "Samboleria; e da dupla Kleiton e Kledir, que compete com o disco "Com Todas as Letras" a melhor compositor e melhor álbum.

No erudito, '"Brasileiríssimo", do Quinteto Persch, concorre em todas as modalidades. Destaque também para as únicas mulheres no gênero: Carla Maffioletti, quem concorre em parceira com a Camerata OntoArte Recanto Maestro com o trabalho "Turnê Brasil", e Catarina Domenici e Cristina Capparelli, que estão na disputa por causa do trabalho "A Música para Piano de Camargo Guarnieri"

A cerimônia do Açorianos de Música 2014/2015 está marcada para 1º de dezembro, no Auditório Araújo Vianna, em Porto Alegre. O tema da festa será o centenário de nascimento do compositor Túlio Piva, autor de clássicos como "Pandeiro de Prata" e "Gente da Noite". O prêmio vai destacar também artistas nas categorias Espetáculo do Ano, Melhor Disco Infantil, Revelação, Arranjador, Produtor Musical, Projeto Gráfico e DVD do Ano. A lista de indicados para esses troféus será divulgada em novembro.


Fonte: Jornal Correio do Povo
 
Guimarães Presidente  Conselho Municipal de Cultura
Em mandato prorrogado
F: 9987.5880
Twitter Guimarães:http://twitter.com/notas_guimaraes
https://www.facebook.com/Paulorobertoguimaraes
Blog Conselho POA:http://cmcpoa.blogspot.com

sexta-feira, 25 de setembro de 2015

Uma versão de como surgiu a expressão Tchê!

Colaboração Domingos Pedroso Machado


 
PARA RELEMBRAR E PASSAR PARA QUEM NÃO SABE
Como surgiu a expressão Tchê!

Sotaques e regionalismos na hora de falar são conhecidos desde os tempos de Jesus... Todos na casa do sumo sacerdote reconheceram Pedro como discípulo de Jesus pelo seu Jeito "Galileu" de se expressar.
No Brasil também existem muitos regionalismos. Quem já não ouviu um gaúcho dizer: "Barbaridade, Tchê"? Ou de modo mais abreviado "bah, Tchê"?
Essa expressão, própria dos irmãos do sul, tem um significado muito curioso.
Para conhecê-lo, é preciso falar um pouquinho do espanhol, dos quais os gaúchos herdaram seu "Tchê".
Há muitos anos, antes da descoberta do Brasil, o latim marcava acentuada presença nas línguas européias como o francês, espanhol e o português. Além disso o fervor religioso era muito grande entre a população mais simples.
Por essa razão, a linguagem falada no dia, era dominada por expressões religiosas como: "vá com Deus", "queira Deus que isso aconteça", "juro pelo céu que estou falando a verdade" e assim por diante.
Uma forma comum das pessoas se referirem a outra era usando interjeições também religiosas como: "Ô criatura de Deus, por que você fez isso"? Ou "menino do céu, onde você pensa que vai"? Muita gente especialmente no interior ainda fala desse jeito.
Os espanhóis preferiam abreviar algumas dessas interjeições e, ao invés de exclamar "gente do céu" , falavam apenas Che! (se lê Tchê) que era uma abreviatura da palavra caelestis (se lê tchelestis ) e significa do céu. Eles usavam essa expressão para expressar espanto, admiração, susto. Era talvez uma forma de apelar a Deus na hora do sufoco. Mas também serviam dela para chamar pessoas ou animais.
Com a descoberta da América, os espanhóis trouxeram essa expressão para as colônias latino-americanas. Aí os Gaúchos, que eram vizinhos dos argentinos e uruguaios acabaram importando para a sua forma de falar.
Portanto exclamar "Tchê" ao se referir a alguém significa considerá-lo
alguém "do céu". Que bom seria se todos nos tratássemos assim. Considerando uns aos outros como gente do céu.
 
 



quinta-feira, 24 de setembro de 2015

Consulta Pública - Pró-cultura RS

 
 

A Comissão Bipartite*, instituída pela Portaria nº 70/2015 (publicação DOE 08/09/2015 para apresentar proposta de novas regras de funcionamento para o Pró-cultura RS), formada por integrantes da Secretaria de Estado da Cultura e do Conselho Estadual de Cultura do Rio Grande do Sul, quer ouvir a sociedade gaúcha sobre o funcionamento do Pró-cultura RS – Sistema Estadual Unificado de Apoio e Fomento às Atividades Culturais, Lei 13.490/2010 – Lei de Incentivo à Cultura (LIC) e Fundo de Apoio à Cultura (FAC).

 

Guimarães Presidente  Conselho Municipal de Cultura
Em mandato prorrogado
F: 9987.5880
Twitter Guimarães:http://twitter.com/notas_guimaraes
https://www.facebook.com/Paulorobertoguimaraes
Blog Conselho POA:http://cmcpoa.blogspot.com

quarta-feira, 23 de setembro de 2015

Capital apresenta novo produto do Turismo Criativo

 

Durante a 43ª Feira da Associação Brasileira de Agentes de Viagem (ABAV) que começa nesta quinta-feira, 24, em São Paulo, a Secretaria de Turismo de Porto Alegre terá reuniões com operadores nacionais e receptivos de turismo para oferecer aos seus canais de venda novos pacotes de viagem para o destino Porto Alegre e Serra Gaúcha. Nos roteiros, a novidade é a Noite Gaúcha, novo produto do Turismo Criativo da Capital. Nele o turista tem um combo de atrações: jantar-show em uma das mais tradicionais churrascarias da cidade, acompanhado de oficinas que ensinam o preparo do churrasco e do chimarrão e danças folclóricas, três ícones da cultura gaúcha.

Outras opções da oferta de Turismo Criativo já existente em Porto Alegre também serão evidenciadas nas reuniões para que os operadores possam enriquecer seu pacote e atender à demanda que já vai ao Rio Grande do Sul. Os principais parceiros receptivos na capital gaúcha são as agências Vento Sul Turismo e Liga Turismo, de Gramado. A agenda de reuniões será cumprida pelo secretário de Turismo de Porto Alegre, Luiz Fernando Moraes, já no primeiro dia da feira e segue na sexta-feira, 25.

A feira será dedicada a visitantes profissionais da indústria do turismo. O evento é considerado o mais importante do setor sediado no Brasil, pela diversidade de produtos, serviços e destinos turísticos do Hemisfério Sul.

/turismo

Texto de: Eliana Zarpelon
Edição de: Isabel Cristina Kolling Lermen
Autorizada a reprodução dos textos, desde que a fonte seja citada.

 

Guimarães Presidente  Conselho Municipal de Cultura
Em mandato prorrogado
F: 9987.5880
Twitter Guimarães:http://twitter.com/notas_guimaraes
https://www.facebook.com/Paulorobertoguimaraes
Blog Conselho POA:http://cmcpoa.blogspot.com

Costureiras Gaúchas


Dentre as profissões gaúchas temos cuteleiro, guasqueiro, domador, cuqueiras,  sapateiro artesanal, alambrador, tosquiador, ferrador, ferreiro, peão de estância e capataz, mas dentre as femininas temos ainda a  costureira gaúcha, chamadas de bombacheiras, quando fazem somente bombachas.
Antigamente a confecção de bombacha era uma tarefa da rotina doméstica, mas ao longo do tempo passou a ser feita para terceiros para ajudar no orçamento familiar. Normalmente as bombacheiras não têm estoque e nem  bombachas prontas. O cliente leva o tecido e também o modelo quando vai fazer a encomenda.
As bombachas tradicionais possuem favos que são feitos separadamente, em tiras de até 8 cm de largura, tendo como comprimento a medida do final do bolso lateral ao punho da bombacha e após  feito o trabalho, geralmente manual, são costuradas na peça.
As bombacheiras costumam fazer vários modelos de favo em retalhos de tecido para não esquecer, fazendo assim um mostruário para os clientes poderem escolher o padrão que mais lhe agrada.
Hoje em dia é com grande dificuldade, que encontramos algumas remanescentes dessa profissão tão importante para os amantes da tradição gaúcha, pois a bombacha e o vestido de prenda são partes primordiais dessa tradição.
Em Porto Alegre podemos citar duas costureiras gaúchas, como objetivo de valorizar e divulgar   seus trabalhos:
1 - Silvia Krüger, nascida em 12/09/1950 em Sertão Santana, hoje Município de Guaíba, que começou a fazer bombachas aos 43 anos após apreender sozinha, pois já era costureira de calças. É  viúva tem três filhos criados dentro de um CTG Querência da Amizade, que não mais existe. Ela trabalhou confeccionando pilchas por muito tempo para a Empresa Quero-Quero pilchas (hoje inexistente) e  também para o CTG Tiarayu.
Silvia confecciona bombachas de todos os tipos, coletes, vestido de prenda, camisas e paletós.O custo por uma bombacha é de R$ 35,00  e por um colete R$ 20,00 trazendo o tecido.
Endereço para contato: Av. Manoel Elias, 2571, Passarela K , nº 200, e os fones: 3237.3726 / 9310.9131.
2 - Eva dos Santos Fernandes, nasceu em Caçapava do Sul em 1947, apreendeu a fazer bombachas com a mãe Rita Xavier dos Santos com 13 anos de idade, é casada e tem 2 filhos homens.
Além de bombachas com 36 tipos diferentes de favos faz também colete, boinas e bachero de cavalo de tecelagem em tear vertical. O custo  por uma bombacha é R$ 30,00 e por um colete R$ 25,00 trazendo o tecido.
Endereço para contato: Av. Alcides Severiano, 25-Ecovile, Bairro Sarandi, fones: 3364.1068 / 9246.0066
Diante da escassez de alternativas fica a pergunta? Como fazer para incentivar para que mais pessoas aprendam a fazer bombachas e outras peças da indumentária gauchesca (pilchas),para não ficarmos somente com a opção das pilchas industrializadas.
Paulo Guimarães
Editor

TIPOS DE FAVOS ENVIADO POR HILTON ARALDI: